
INSTITUTO DE DEFESA DO CIDADÃO
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| O que me assusta não é o barulho dos fortes, mas o silêncio dos bons. Martin Luterking A “ASSOCIAÇÃO”
O presente texto visa passar
para você uma idéia do objetivo de nossa Associação,
um enfoque sobre os nossos direitos e deveres enquanto cidadãos
frente ao poder público “lato sensu”, assim como pretende focar
os limites e responsabilidades das pessoas que exercem tal poder. Uma
verdadeira necessidade do resgate de valores mediante nossa ação
responsável no mundo em que vivemos, pois não pode continuar
sem limites o exercício do poder público, benevolente
para com os que pretende manter como “parasitas” e opressor com a camada
trabalhadora e produtiva da sociedade.
Logo, o que desejamos é passar a idéia do que podemos, devemos e necessitamos fazer para exigir nossos direitos e cobrar ações e responsabilidades do serviço público e de seus executores, utilizando, para tanto, as regras por eles estabelecidas dentro do que foi definido como “Democracia”. Conseguir respeito, limites e responsabilidades passa por uma ação, sai do foco do apenas falar e passa para o agir...
Ao ler, se você se identificar com nossas idéias, venha nos ajudar a colocá-las em prática, sinta-se convidado a participar do nosso grupo, onde reclamar é fácil mas agir é imprescindível. Nossa reunião de constituição será no dia 27 de fevereiro, terça feira, às 19h30m, na Rua Roberto Barroso 471, Centro Cívico, Curitiba-PR.
O objetivo principal é
nos unirmos, nos organizarmos e nos fortalecermos na defesa de direitos
que a individualidade torna inviável a discussão e, por
outro lado, esta mesma união poderá cobrar responsabilidades
dos que agem em nosso nome para auferir lucros pessoais ou de grupos
e nem precisam ter a preocupação de quem pagará
a conta.
Nosso problema atual é
a nossa responsabilidade de cobrar o bom e eficiente desempenho do Setor
Público, movido com os recursos arrecadados de cidadãos
e empresas, com o objetivo exclusivo de melhorar o bem comum. Ocorre
que nossa garantia de “democracia” deveria estar baseada na forte ação/atuação
de nossos representantes escolhidos pela maioria da população
para formar o Poder Legislativo Municipal, Estadual e Federal.
“Política” é
o nome que define a forma de relacionamentos coletivos, seja isto dentro
de uma família, de uma sociedade, um país ou no mundo,
logo não há como fugir dela.
O Poder Político é
o poder que os membros de uma sociedade estabelecida conferem a um ou
alguns de seus membros para que dirijam a sociedade conforme regras
escritas e/ou não escritas. E, o poder político sobre
a sociedade é legitimado por um conjunto de princípios
organizacionais – as normas e as leis que aparecem durante o desenvolvimento
histórico da sociedade, formalmente estabelecidas por estas pessoas.
Logo, o poder político é um poder não absoluto,
que depende exatamente destas regras.
E. a existência destas
regras implica que as pessoas em sociedade troquem uma parte de sua
liberdade pela possibilidade de viverem dentro da organização
social. E, a delegação de poder político para que
estas determinadas pessoas dirijam a sociedade conforme regras escritas
ou não, é a atribuição de poderes para que
exerçam funções de poder político, ou seja,
conferem ao sujeito autoridade política que nada mais é
do que dar-lhe a “capacidade de exercer poder sobre as outras pessoas
da sociedade”, ou seja, nós...
Ocorre que no regime de corrupção
política ensejada por este jogo de interesses, os políticos
passam a fazer e promulgar leis adequadas aos interesses de pessoas
e grupos, independente do interesse coletivo das pessoas que compõem
a população do país como um todo.
E, é nesta forma de
governo que nós, cidadãos trabalhadores e fomentadores
da produção e do serviço prestado no País,
pagadores de impostos e que não agüentam mais se encontrarem
na condição do que eu chamei de “bandidos no sistema”,
porque eu entendo que normalmente quem é penalizado é
o “bandido”.
Mas, infelizmente, como já
tivemos a oportunidade de constatar, as pessoas que obtém poder
político tendem a usá-lo em benefício próprio.
Mesmo que as pessoas e as normas da sociedade não permitam, há
uma tendência a surgir a corrupção.
Elegemos nossos representantes
para realizarem o trabalho de fiscalização do executivo
e com o objetivo que legislassem em favor do povo......
Com tantas dificuldades com
este legislativo, não nos resta outra alternativa senão
nos unirmos com o objetivo de fiscalizar os atos do executivo e do legislativo,
solicitar esclarecimentos, explicações e exigir responsabilidades....
Nossa organização
se faz necessária, logo, e, para que exista e comece a ter poder
de ação necessita de personalidade jurídica, razão
pela qual estamos formando esta “Associação”.
Os focos que inicialmente começamos a pensar como ponto de atuação, aqui expostos de forma extremamente genérica, mas após a constituição jurídica da associação, o próximo passo serão as metas de trabalho dirigido. Os focos expomos como:
2. Busca da Responsabilidade
Pública – as ações tomadas, os contratos assinados
e outras ações do tipo devem ser diligentes e sempre visando
o interesse público. Logo, não podem ser comprovadamente
lesivos para a sociedade. Se o forem, quem causou tal lesividade deverá
responder por seus atos, assim como qualquer cidadão normal responde
por seus atos. O problema é que o estado não entre com
ações regressivas, ações que responsabilizem
seus funcionários e agentes, mas isto só ocorre porque
quem paga as contas e os prejuízos somos todos nós.
3. Audiências Públicas e licitações cuja participação possibilite mudanças técnicas e não sejam receitas prontas que tenhamos que engolir goela abaixo... e a garantia de que o menor preço esteja sempre atrelado a melhor técnica. O importante é fazermos a nossa parte, caminharmos o nosso caminho... Obrigada por sua participação...
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